Cardiologia

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Qual o tratamento para isquemia cardíaca?

Entenda as opções de tratamento para isquemia cardíaca, desde medicamentos até angioplastia com stent e cirurgia de revascularização. Saiba mais.
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Equipe CHN - Equipe CHN Atualizado em 19/02/2026
Qual o tratamento para isquemia cardíaca

Saiba como os tratamentos, de medicamentos a procedimentos, atuam para restaurar o fluxo de sangue e oxigênio ao coração.

Aquele aperto no peito durante uma caminhada leve ou ao subir um lance de escadas pode ser mais do que cansaço. Esse sinal, conhecido como angina, é um dos principais alertas da isquemia cardíaca, uma condição que exige atenção e tratamento adequados para evitar complicações graves.

O que é isquemia cardíaca e por que tratar é urgente?

A isquemia cardíaca ocorre quando o fluxo de sangue para o músculo do coração, o miocárdio, é reduzido. A principal causa é a aterosclerose, o acúmulo de placas de gordura nas artérias coronárias, que são os vasos que irrigam o próprio coração. Sem sangue suficiente, o miocárdio não recebe o oxigênio e os nutrientes de que precisa para funcionar corretamente.

A falta de tratamento adequado pode levar a consequências sérias. A isquemia pode enfraquecer o músculo cardíaco, causar arritmias e, nos casos mais graves, evoluir para um infarto agudo do miocárdio, quando o fluxo sanguíneo é completamente bloqueado, causando a morte de células cardíacas. O tratamento foca em restaurar o fluxo sanguíneo através de medicamentos, angioplastia com stent ou cirurgia, dependendo da gravidade da obstrução coronária.

Quais são os objetivos do tratamento para isquemia cardíaca?

O plano de tratamento definido pelo cardiologista visa atingir metas claras para proteger a saúde do paciente. A estratégia terapêutica é sempre individualizada, mas os objetivos centrais são universais.

  • Aliviar os sintomas: o principal é eliminar a dor no peito (angina) e a falta de ar, melhorando a qualidade de vida.
  • Restaurar o fluxo sanguíneo: desobstruir ou criar novos caminhos para que o sangue volte a nutrir o miocárdio adequadamente, o que pode ser alcançado por medicamentos, angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização.
  • Prevenir complicações: reduzir o risco de eventos cardiovasculares futuros, como infarto e insuficiência cardíaca.
  • Controlar os fatores de risco: gerenciar condições como hipertensão, colesterol alto e diabetes, que contribuem para a aterosclerose.

Como o tratamento medicamentoso ajuda a controlar a isquemia?

Na maioria dos casos, o tratamento começa com o uso de medicamentos. Eles atuam em diferentes frentes para proteger o coração e melhorar a circulação sanguínea. Esses medicamentos protegem o músculo cardíaco e ajudam a equilibrar o oxigênio disponível, o que é fundamental para reduzir o risco de complicações graves.

É importante destacar que, em muitos pacientes, um tratamento medicamentoso bem planejado pode ser tão eficaz quanto procedimentos como stents ou cirurgias para prevenir eventos como infartos.

É fundamental seguir rigorosamente a prescrição médica, pois cada classe de fármaco tem uma função específica.

Antiagregantes plaquetários

Esses medicamentos, como o ácido acetilsalicílico, ajudam a prevenir a formação de coágulos sanguíneos. Ao "afinar" o sangue, eles diminuem a chance de uma placa de gordura se romper e formar um trombo que bloqueie completamente a artéria.

Betabloqueadores

Os betabloqueadores fazem o coração trabalhar com menos esforço. Eles reduzem a frequência cardíaca e a pressão arterial, diminuindo a demanda de oxigênio do miocárdio e, consequentemente, aliviando os episódios de angina.

Estatinas

Focadas em controlar o colesterol, as estatinas são cruciais para estabilizar as placas de gordura já existentes nas artérias. Elas reduzem o colesterol "ruim" (LDL), diminuindo a inflamação e o risco de rompimento dessas placas.

Nitratos e outros vasodilatadores

Essa classe de medicamentos age relaxando e dilatando as artérias coronárias. Isso permite que mais sangue chegue ao músculo cardíaco, sendo muito eficazes para o alívio rápido da dor da angina.

Quando procedimentos invasivos são necessários?

Se os medicamentos e as mudanças no estilo de vida não forem suficientes para controlar os sintomas ou se os exames mostrarem um alto risco de infarto, o cardiologista pode indicar procedimentos para restaurar o fluxo sanguíneo de forma mais direta.

O que é a angioplastia com stent?

A angioplastia coronária é um procedimento minimamente invasivo. Um cateter fino com um pequeno balão na ponta é inserido por uma artéria (geralmente no pulso ou na virilha) e guiado até o ponto de estreitamento na artéria coronária. O balão é inflado, comprimindo a placa de gordura contra a parede do vaso e reabrindo a passagem para o sangue.

Na maioria das vezes, um stent — uma pequena malha de metal — é implantado no local para manter a artéria aberta a longo prazo. É um dos procedimentos mais comuns para tratar obstruções localizadas.

Como funciona a cirurgia de revascularização (ponte de safena)?

A cirurgia de revascularização do miocárdio, popularmente conhecida como ponte de safena, é uma cirurgia cardíaca convencional. Ela é indicada para casos mais graves, com múltiplos bloqueios ou quando a anatomia das artérias não permite a angioplastia.

O cirurgião cria um desvio (uma "ponte") para o sangue. Para isso, utiliza um segmento de uma veia (como a safena, da perna) ou artéria (como a mamária, do tórax) para contornar o ponto obstruído, garantindo que o sangue chegue normalmente ao miocárdio.

Cateterismo é tratamento ou diagnóstico?

Essa é uma dúvida comum. O cateterismo cardíaco é, primariamente, um exame diagnóstico. Ele serve para visualizar as artérias coronárias por dentro e identificar exatamente onde estão e qual a gravidade das obstruções. A angioplastia pode ser realizada durante o mesmo procedimento do cateterismo, transformando-o de diagnóstico em terapêutico.

A mudança no estilo de vida faz parte do tratamento?

Sim, e é uma parte não negociável. Nenhum medicamento ou procedimento será totalmente eficaz a longo prazo se os fatores que causaram a isquemia não forem controlados. A mudança de hábitos é essencial para evitar a progressão da doença.

Para além dos benefícios gerais, a prática de exercícios físicos supervisionados possui um papel ainda mais estratégico. Ela pode estimular o coração a desenvolver novos vasos sanguíneos naturais, criando caminhos alternativos para o fluxo de sangue e aliviando a dor, especialmente quando outras terapias não são totalmente suficientes.

  • Alimentação cardioprotetora: dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras. Reduzir o consumo de gorduras saturadas, sódio e açúcares.

  • Atividade física: realizar exercícios aeróbicos (caminhada, ciclismo) de forma regular, sempre com a liberação e supervisão médica.

  • Controle do estresse: adotar práticas de relaxamento, como meditação ou ioga, e garantir uma boa qualidade de sono.

  • Cessação do tabagismo: parar de fumar é uma das medidas mais importantes, pois o cigarro acelera a aterosclerose e aumenta o risco de coágulos.

  • Controle de doenças crônicas: manter a pressão arterial, o diabetes e o colesterol rigorosamente sob controle, conforme orientação médica.

Isquemia cardíaca tem cura?

A aterosclerose, causa base da isquemia, é uma doença crônica. Portanto, não se fala em "cura", mas em controle. Com o tratamento adequado e a adesão a um estilo de vida saudável, é possível controlar os sintomas, estabilizar a doença e ter uma vida longa e de qualidade.

O acompanhamento com o cardiologista é permanente. Ele é fundamental para ajustar medicações, monitorar a saúde do coração e garantir que o plano terapêutico continue sendo o mais eficaz para você.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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