
A endometriose pode causar dor pélvica, cólicas intensas e infertilidade; o diagnóstico considera sintomas, histórico clínico e exames de imagem
A endometriose é uma doença inflamatória e crônica que ocorre quando tecido semelhante ao endométrio se desenvolve fora da cavidade uterina. Essas lesões podem aparecer na pelve, nos ovários, nas trompas, no intestino, na bexiga e em outras estruturas.
Como respondem aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, podem provocar inflamação, aderências e dor. Embora a cólica menstrual seja comum, uma dor intensa, recorrente e incapacitante não deve ser normalizada.
Para quem busca um ginecologista especialista em endometriose em Niterói, o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) oferece atendimento ginecológico.
O que faz um ginecologista especialista em endometriose?
O ginecologista é o médico responsável pela prevenção, investigação e tratamento de condições que afetam o sistema reprodutor feminino (ovários, útero, trompas, vagina, vulva e mamas).
Ele também acompanha a saúde menstrual, a fertilidade, a contracepção e as diferentes fases da vida da mulher.
Quando o ginecologista é especialista em endometriose, ele direciona a consulta para uma investigação mais detalhada da dor e de outros sintomas que podem passar despercebidos. A avaliação pode incluir:
- análise do histórico menstrual: intensidade e duração das cólicas, volume do fluxo, sangramentos fora do período e impacto dos sintomas na rotina
- investigação da dor pélvica: localização, duração, relação com a menstruação, dor durante a penetração, ao evacuar ou ao urinar
- avaliação da fertilidade: histórico de tentativas de gravidez, cirurgias anteriores, gestação e outros fatores que possam interferir na concepção
- exame físico e ginecológico: realizado quando indicado e com consentimento da paciente
- solicitação e interpretação de exames: principalmente exames de imagem direcionados, conforme a suspeita clínica
- planejamento individualizado: definição da melhor estratégia de controle da dor, acompanhamento da doença e preservação ou planejamento reprodutivo
A endometriose é uma doença inflamatória e crônica que ocorre quando tecido semelhante ao endométrio se desenvolve fora da cavidade uterina. Essas lesões podem aparecer na pelve, nos ovários, nas trompas, no intestino, na bexiga e em outras estruturas. Como respondem aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, podem provocar inflamação, aderências e dor.
Embora a cólica menstrual seja comum, uma dor intensa, recorrente e incapacitante não deve ser normalizada. Dor pélvica crônica, desconforto nas relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias associadas ao ciclo e dificuldade para engravidar são sinais que justificam avaliação ginecológica
A endometriose pode apresentar diferentes localizações e profundidades. Por isso, o objetivo não é apenas identificar se existe uma lesão, mas compreender como ela afeta a paciente e quais órgãos podem estar envolvidos.
A intensidade da dor também não corresponde necessariamente à extensão da doença. Lesões pequenas podem causar sintomas importantes, enquanto quadros mais extensos podem ser pouco sintomáticos.
Quando procurar um ginecologista para investigar endometriose?
A consulta para investigar endometriose é indicada quando a dor menstrual deixa de ser um desconforto administrável e começa a limitar atividades, estudos, trabalho, relações pessoais ou vida sexual.
O Ministério da Saúde destaca como manifestações importantes a dismenorreia (cólica menstrual) intensa, a dor pélvica crônica e a dor durante a relação sexual com penetração. Além da infertilidade e as queixas intestinais ou urinárias que se repetem de forma cíclica.
Também é recomendável buscar avaliação quando houver:
- dor lombar ou pélvica que se intensifica durante a menstruação
- histórico familiar de endometriose
- suspeita de cistos ovarianos, aderências ou doença profunda em exames anteriores
Nem toda pessoa com endometriose apresenta sintomas, e nem toda dor pélvica é causada pela doença. Infecções, miomas, adenomiose, síndrome do intestino irritável e outras condições podem produzir queixas semelhantes.
Por isso, a avaliação médica é necessária para diferenciar as possibilidades e evitar a automedicação. Consultas ginecológicas periódicas também são importantes mesmo quando não há dor.
O ginecologista pode avaliar a saúde reprodutiva, orientar exames preventivos e reconhecer alterações que merecem investigação.
Onde encontrar ginecologista especialista em endometriose em Niterói?
O Complexo Hospitalar de Niterói, reúne serviços voltados à saúde feminina no Centro de Niterói. A instituição de saúde oferece consultas ginecológicas e obstétricas, serviço de imagem, procedimentos clínicos e cirúrgicos.
A unidade também integra áreas como cardiologia, endocrinologia, reumatologia, nutrição e psicologia, de acordo com a necessidade de cada atendimento. Essa integração pode facilitar a investigação de sintomas ginecológicos e o acompanhamento de pacientes que necessitam de diferentes profissionais.
O Complexo Hospitalar de Niterói possui unidades no Centro. Veja a seguir a localização de cada uma delas:
- Unidade I: rua Lasalle, 12
- Unidade II: rua Marquês de Olinda - s/n
- Unidade III: rua dr. Celestino, 113
- Unidade IV: rua Marquês de Olinda, 29
- Unidade V: rua Eusébio de Queirós, 333
- Centro de Oncologia: Tv. Lasalle, 12
As unidades III, IV e o centro de oncologia funcionam 24 horas por dia. Já as unidades I e V atendem todos os dias das 7h às 19h. A unidade II é a única que possui um horário de funcionamento diferente: de segunda à sexta das 8h às 21h e aos sábados das 8h às 12h.
Agendar Consulta
Como agendar uma consulta de ginecologia no CHN?
O CHN é mais um centro de excelência da Rede Américas. Ele oferece diversos meios para agendar uma consulta ginecológica. Confira a seguir:
- Marque sua consulta pelo portal de agendamento
- Marque sua consulta pelo WhatsApp do CHN
- Marque sua consulta pelo telefone: 4020-0057
- Para mais informações acesse o fale conosco
Na consulta, é útil levar exames de imagem, receitas, relatórios médicos e uma lista dos medicamentos em uso. Registrar as datas das menstruações e a intensidade dos sintomas também pode ajudar o médico a compreender o padrão da dor.
Como é feito o diagnóstico da endometriose?
Durante a consulta, o profissional médico pergunta sobre o ciclo menstrual, os sintomas, a evolução da dor, tratamentos já utilizados, cirurgias, histórico familiar e desejo de engravidar.
O exame físico pode complementar essa avaliação quando for apropriado. Em situações específicas, o tratamento pode ser iniciado com base nos sintomas e na avaliação médica, mesmo antes de uma confirmação por exames de imagem ou cirurgia.
Quando é necessário avaliar a localização e a extensão das lesões, o médico pode solicitar exames de imagem especializados, como:
- ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal: pode ajudar a identificar endometriomas e sinais de endometriose profunda, inclusive em regiões próximas ao intestino
- ressonância magnética da pelve: fornece imagens detalhadas e pode contribuir para o planejamento terapêutico, sobretudo quando há suspeita de comprometimento profundo ou de múltiplos órgãos
- outros exames: podem ser indicados conforme os sintomas, a hipótese diagnóstica e a necessidade de investigar causas alternativas
Exames de imagem especializados, associados à escuta da paciente e ao exame físico, podem identificar lesões que antes eram reconhecidas principalmente por meio da videolaparoscopia.
A videolaparoscopia pode ser considerada em situações selecionadas, tanto para tratar lesões quanto para esclarecer casos em que a avaliação clínica e os exames não foram suficientes. A decisão depende da indicação médica, dos riscos e benefícios e dos objetivos da paciente.
Ainda assim, os resultados devem ser interpretados em conjunto com o quadro clínico. Um exame normal não necessariamente encerra a investigação quando os sintomas são persistentes, e um achado de imagem não define sozinho a melhor conduta.
Leia também: Quem tem endometriose pode engravidar naturalmente?
Como é o tratamento da endometriose?
O tratamento clínico busca controlar a dor e reduzir a atividade da doença. O médico pode avaliar o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e terapias hormonais, como anticoncepcionais combinados, progestágenos ou dispositivo intrauterino hormonal.
A escolha depende do perfil clínico da paciente e de suas contraindicações. A terapia hormonal pode não ser adequada para quem deseja engravidar imediatamente, pois algumas opções inibem a ovulação.
Nesse cenário, o planejamento deve priorizar o objetivo reprodutivo e pode envolver acompanhamento especializado em fertilidade. Ter endometriose não significa que a gravidez seja impossível, mas algumas pacientes podem enfrentar dificuldades e necessitar de investigação individualizada.
Tratamento cirúrgico
A cirurgia pode ser considerada quando os sintomas persistem apesar do tratamento clínico, quando existem lesões profundas ou cistos relevantes, quando há comprometimento de órgãos ou em situações específicas relacionadas à fertilidade.
A videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que pode ser utilizada para remover focos da doença, conforme a indicação. Nem toda paciente com endometriose precisa de cirurgia.
É importante discutir o objetivo do procedimento, os possíveis benefícios, os riscos de complicações, a possibilidade de recorrência e os impactos sobre a reserva ovariana e a fertilidade.
Podem haver também cuidados complementares voltados para fisioterapia pélvica, nutrição, psicologia e outras especialidades. Também é importante fazer atividade física orientada e hábitos de vida saudáveis podem contribuir para o bem-estar e para o manejo dos sintomas.
Como a endometriose é crônica, o acompanhamento deve ser contínuo. O plano pode ser ajustado conforme a resposta ao tratamento, as mudanças nos sintomas e os projetos reprodutivos da mulher.
Procurar um ginecologista especialista em endometriose em Niterói é uma medida importante quando cólicas intensas, dor pélvica, dor nas relações sexuais e dificuldade para engravidar afetam a qualidade de vida.
Não existe uma conduta única para todas as pacientes. O tratamento pode envolver medicamentos, cirurgia ou acompanhamento multiprofissional, sempre considerando os sintomas, a extensão da doença e o desejo reprodutivo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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