CHN
Equipe CHN - Equipe CHN Atualizado em 13/08/2026

Oncologia

6 minutos de leitura

Como é feita a biópsia de mama e quando o procedimento é indicado?

Entenda como é feita a biópsia de mama, quando o exame é indicado, quais técnicas podem ser utilizadas, se o procedimento dói e como o material coletado

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
como é feita a biópsia de mama​

A biópsia de mama investiga alterações suspeitas encontradas nos exames; o procedimento coleta células ou tecidos para análise em laboratório

Receber a indicação de uma biópsia pode causar ansiedade, principalmente quando a pessoa ainda não sabe como é feita a biópsia de mama e teme sentir dor ou receber um diagnóstico de câncer.

O procedimento diagnóstico não é sinônimo de câncer. Ele retira células ou fragmentos de uma área suspeita para que sejam analisados em laboratório.

Segundo o Ministério da Saúde, ela é recomendada quando são identificados achados anormais no exame físico e alterações na mamografia e em outros exames complementares.

No Complexo Hospitalar de Niterói você pode contar com oncologistas qualificados e estrutura qualificada. Tudo isso para realizar a investigação, interpretar os resultados e fazer o acompanhamento e definição do tratamento mais adequado.

O Centro de Oncologia da instituição é um serviço pioneiro na região Norte-Leste fluminense. Ele está localizado na rua Eusébio de Queirós, 333, Centro Niterói, na unidade V, sexto andar.

O que é e para que serve biópsia?

A biópsia é a retirada de uma pequena quantidade de células ou tecido de uma área que precisa ser investigada. Após o procedimento, o material é encaminhado ao laboratório de anatomia patológica.

Assim, o patologista examina as células e tecidos no microscópio e elabora um laudo apontando se está normal, se há alteração benigna, lesão de risco ou câncer. Ele também fornece características que ajudam a orientar a conduta.

No câncer de mama, a biópsia pode contribuir para identificar o tipo do tumor, o grau e o caráter invasivo ou não. A mamografia, ultrassom e ressonância mostram lesões suspeitas, mas não confirmam sozinhos a presença ou ausência de câncer.

É a amostra analisada que pode fornecer a confirmação diagnóstica. Mas o resultado da intervenção não deve ser interpretado isoladamente. É necessário comparar com a imagem e exame físico.

Quando é necessário fazer uma biópsia na mama?

A biópsia nama é considerada quando existe uma alteração que não pode ser esclarecida apenas pelo exame clínico ou pela imagem. Por isso, é necessária em casos de nódulos suspeitos, microcalcificações, assimetrias, cistos complexos e linfonodos axilares com características preocupantes.

A classificação BI-RADS ajuda a interpretar os achados na mamografia, ultrassonografia e ressonância. De modo geral, BI-RADS 1 e 2 correspondem a exame negativo ou achado benigno; BI-RADS 3 costuma indicar acompanhamento e BI-RADS 4 representa alteração suspeita.

Já BI-RADS 5 indica alta probabilidade de ser câncer de mama. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) explica que a investigação é recomendada para o BI-RADS 4 e 5.

Para os demais o acompanhamento é feito por meio da realização periódica de exames de imagem.

De acordo com a Febrasgo (Federação brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), 20% das mulheres que apresentam alguma anormalidade na mamografia de rastreamento precisam fazer a biópsia.

Como é feita a biópsia de mama?

A resposta à pergunta ‘como é feita a biópsia de mama’ depende do tipo da lesão, do tamanho do tumor e da sua localização e se existe mais de uma área suspeita. Assim como do estado geral e da preferência da paciente.

Veja a seguir alguns dos principais tipos:

Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)

A retirada da amostra é feita com uma agulha fina para fazer a aspiração do tecido. A agulha pode ser orientada principalmente pelo ultrassom e amostras são coletadas com movimentos de vai-e-vem da seringa.

Esta ação pode ser realizada diversas vezes até que seja obtida a quantidade de amostra suficiente, que será colocado em lâminas para análise.

Biópsia por agulha grossa (core biopsy)

Este é o tipo mais recomendado quando existe a suspeita de câncer de mama, segundo o oncoguia.

A agulha da core biopsy tem um calibre mais grosso que a da PAAF. Além disso, ela fica acoplada a uma pistola especial. Aqui, a agulha pode ser guiada não só pelo ultrassom, como também pela mamografia e ressonância magnética.

A intervenção é realizada com aplicação de anestesia local e são retirados vários fragmentos de alguns milímetros.

Biópsia cirúrgica

Sendo considerada rara, ela remove o nódulo todo ou a área anormal. Podendo também fazer a retirada de parte do tecido que está normal, a fim de estabelecer uma margem de segurança.

Biópsia do linfonodo

Realizada quando os linfonodos axilares estão aumentados. A biópsia é feita com o objetivo de determinar a disseminação da doença.

Nas cirurgias para retirada de tumores mamários, os gânglios linfáticos da axila geralmente são investigados para garantir que não há metástase. O que acontece mesmo que não haja alteração no local.

Biópsia de mama dói?

A biópsia de mama pode provocar uma sensação de pressão, tração ou desconforto durante a coleta. A intensidade varia conforme a técnica, a localização e profundidade da lesão, da sensibilidade individual e da ansiedade da paciente.

A anestesia local reduz a dor, mas não elimina necessariamente a sensação de toque ou pressão. Um estudo publicado na J. Breast Imaging (2020) mostrou que a dor média costuma ser menor do que muitas pacientes imaginam quando realizam biópsias guiadas por imagem.

Eles também mostraram que níveis mais baixos de dor estão diretamente ligados à ansiedade. Por isso é importante ter informações precisas sobre o procedimento. Uma outra pesquisa, divulgada na J Am Coll Radiol (2014), mostrou também que algumas mulheres nem dor chegaram a sentir e a maioria relatou dor mínima.

Após a realização do método investigativo pode haver sensibilidade, pequeno hematoma, inchaço discreto ou dor local por alguns dias. A equipe médica orienta os cuidados, que podem incluir uso de sutiã confortável e evitar esforço físico por um determinado período.

Qual a diferença entre biópsia e punção na mama?

A punção descreve a introdução de uma agulha para aspirar líquido, células e retirar tecidos. Já a biópsia tem como propósito obter material para análise diagnóstica. Assim, uma punção por agulha pode ser uma modalidade de biópsia, mas nem toda punção tem o mesmo objetivo ou fornece o mesmo tipo de amostra.

Entender como é feita a biópsia de mama ajuda a reduzir a ansiedade e a preparar a paciente para conversar com a equipe. Em geral, o procedimento é feito com agulha, anestesia local e orientação por imagem, mas a técnica pode variar conforme a lesão e a informação necessária.

O mais importante é realizar o procedimento em serviço habilitado. Além de seguir as orientações pré e pós-exame e retornar ao médico oncologista para interpretar o resultado com base no conjunto de informações clínicas e radiológicas.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

SANTO, Maimone. et al. Understanding Patient Anxiety and Pain During Initial Image-guided Breast Biopsy. J Breast Imaging. 2020 Nov 21;2(6):583-589. doi: 10.1093/jbi/wbaa072. PMID: 38424861. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38424861/. Acesso em: 12 ago. 2026.

SOO, Adrianne E. et al. Predictors of pain experienced by women during percutaneous imaging-guided breast biopsies. J Am Coll Radiol. 2014 Jul;11(7):709-16. doi: 10.1016/j.jacr.2014.01.013. PMID: 24993536. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24993536/. Acesso em: 12 ago. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Câncer de mama: causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama. Acesso em: 12 ago. 2026.

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES DE COMBATE AO CÂNCER DE MAMA. Entenda a biópsia e o exame anatomopatológico. Porto Alegre: FEMAMA, 2023. Disponível em: https://femama.org.br/site/blog-da-femama/entenda-a-biopsia-e-o-exame-anatomopatologico/. Acesso em: 12 ago. 2026.

INSTITUTO ONCOGUIA. Biópsia da mama. São Paulo: Instituto Oncoguia, 2024. Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/conteudo/biopsia-da-mama/1390/264/. Acesso em: 12 ago. 2026.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA ONCOLÓGICA. Diferença entre biópsia e punção mamária: qual é indicada em cada caso? Rio de Janeiro: SBCO, 2023. Disponível em: https://sbco.org.br/diferenca-entre-biopsia-e-puncao-mamaria-qual-e-indicada-em-cada-caso/. Acesso em: 12 ago. 2026.

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Biópsia de mama: linhas gerais. São Paulo: FEBRASGO, 2022. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/noticia/biopsia-de-mama-linhas-gerais/. Acesso em: 12 ago. 2026.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA. Core biopsy mamária: quando a biópsia da mama é necessária? Rio de Janeiro: SBM, 2023. Disponível em: https://sbmastologia.com.br/para-a-populacao/core-biopsy-mamaria-quando-a-biopsia-da-mama-e-necessaria/. Acesso em: 12 ago. 2026.

Escrito por
CHN
Equipe CHNEquipe CHN
Escrito por
CHN
Equipe CHNEquipe CHN