Eventos Científicos

Mario Sergio Cortella traz suas reflexões para o Panorama CHN 360º

O professor e filósofo abordou temas como mudanças, coragem e a capacidade de sempre se surpreender

Ele dispensa apresentações. Autor de mais de 20 livros, comentarista da CNN e da TV Cultura e professor titular de graduação e pós-graduação da PUC-SP, Mario Sergio Cortella é um dos palestrantes mais prestigiados da atualidade no Brasil. Na manhã da última terça-feira, 17, ele foi o convidado do Panorama CHN 360º, evento realizado no H Hotel Niterói.

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Muito receptivo, Cortella sentou-se à mesa, autografou livros e tomou o café da manhã com os mais de 120 convidados antes de subir ao palco para conversar sobre temas importantes na atualidade, como a capacidade de reconhecer que todos estão em constante aprendizado e a coragem para se arriscar em novos caminhos.

“Vivemos em um mundo de mudanças velozes, e é essencial que sempre haja a reflexão em todas as áreas da vida para não sermos pessoas medíocres. A mediocridade nos acomoda nos mesmos padrões e impede que novas experiências e visões sejam vividas”, afirmou Cortella.

Suas reflexões sobre filosofia na sociedade contemporânea ganharam ares intimistas quando ele compartilhou as próprias memórias para exemplificar suas opiniões, como a convivência com sua família e as experiências com seus alunos. Entre citações de autores como Immanuel Kant, Millôr Fernandes e Machado de Assis, o filósofo compartilhou um de seus grandes ensinamentos: “Fique idoso, mas não fique velho.”.

“Existem jovens de 15 anos que já são velhos e idosos de 70 anos que nunca vão envelhecer. O segredo é manter a mente aberta para o novo, o inesperado, o desafiador. O conhecimento espanta, mas também ilumina”, explicou o filósofo.

Cortella também ensinou suas três trilhas virtuosas do sucesso: a generosidade mental para ensinar genuinamente aquilo que se sabe; a coerência ética quando se pratica o que é ensinado; e a humildade intelectual para estimular a eterna busca pelo saber. No fim da palestra, o autor reservou alguns minutos para perguntas e respostas e tirou fotos com os convidados.

Confira em nossa galeria de fotos alguns dos melhores momentos do evento.

O seriado global Sob Pressão foi tema da última sessão especial do CEPIn

O cirurgião Márcio Maranhão, autor do livro que originou a série, apresentou um emocionante relato de como a dramaturgia influenciou seu processo de humanização como médico

A sessão especial do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPIn) do CHN do último dia 1º apresentou o tema “Sob Pressão: Pode um seriado médico de TV aberta contribuir educando? Histórias, sonhos e bastidores de uma obra de sucesso”, com o palestrante dr. Márcio Maranhão, cirurgião de tórax que também é autor do livro Sob Pressão, que originou a série com o mesmo nome da TV Globo. Na oportunidade, o médico e consultor técnico da série de TV contou para os 60 presentes sobre os bastidores das gravações e a convivência com os atores e diretores, que acabaram influenciando-o com uma nova perspectiva para olhar seu cotidiano médico.

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Dr. Márcio Maranhão apresentando cenas do seriado Sob Pressão

“A dramaturgia me aproximou do sentimento que acabamos perdendo no dia a dia da rotina hospitalar. Conviver nos sets de filmagem, perceber a emoção e a licença poética dos atores e dos diretores ao expor nosso cotidiano nas telas ressignificou meu trabalho como médico”, enfatizou, com emoção e simplicidade, o cirurgião.

Durante a sessão, o médico exibiu algumas cenas do seriado que contaram histórias reais que ele viveu em hospitais públicos. O dr. Márcio Maranhão também apresentou estatísticas de como o programa tem uma grande abrangência no país e no exterior – a série foi vendida para diversos países da Europa e da América Latina – e como essa audiência contribui para, por exemplo, em um episódio sobre doação de órgãos, aumentar o número de pessoas que buscaram informações sobre o tema.

“Na série, damos algumas informações sobre certas situações clínicas, como tuberculose, sepse e cuidados paliativos, e apresentamos muitas mazelas da área de saúde, como falta de equipamento e insumos básicos, corrupção em licitações públicas, carência de leitos, violência urbana e atuação das milícias em hospitais, entre outros temas que permeiam a realidade do Rio de Janeiro, cidade onde a série é ambientada. Mas não é um programa contra o sistema público de saúde, pelo contrário. Nossa proposta sempre foi valorizar quem está lá na linha de frente e, por exemplo, conseguir operar o baleado e ter resultado satisfatório, mesmo com recursos e condições mínimas”, enfatizou Maranhão.

Dr. Alair Sarmet, dr. Marco Antônio Oliveira, dr. Jose Luis Rosati, dr. Márcio Maranhão, dr. Alan Castro, dr. Alex Sander Ribeiro, dr. Alex Moraes, dr. Moyzes Damasceno e dr. Paulo Cesar Santos Dias

Na plateia, num auditório lotado, o mestre dr. Luiz Felippe Judice foi o primeiro a participar do debate e, além de relatar um pouco sobre seus infortúnios para exercer a medicina em décadas passadas, elogiou a forma como a série “mostra o humano do médico”. No fim do evento, três livros do autor foram sorteados, com direito a autógrafo e selfie com o médico midiático. O diretor-presidente do CEPIn, dr. Moyzes Damasceno, acredita que há outras formas possíveis de explorar esse filão de merchandising em saúde para ampliar a abrangência da informação e comunicação em saúde para a sociedade. O dr. Damasceno também salientou a importância de proporcionar discussões diferenciadas em sessões clínicas, que habitualmente debatem temas relacionados com terapêuticas e segurança assistencial.

“Misturar ficção e realidade para discutir a ‘insalubridade emocional’ das equipes de saúde é uma forma leve de descortinar problemas cotidianos. O CEPIn tem esta característica, de suscitar debates ‘fora da caixinha’, mas relevantes para o cenário da saúde”, finalizou o dr. Moyzes Damasceno. Veja abaixo, na nossa galeria de fotos, mais cliques da Sessão Clínica Especial:

* O termo ‘insalubridade emocional’ foi uma revelação do dr. Márcio Maranhão durante sua apresentação, quando se referia à matéria-prima que originou sua vontade de contar histórias.

CHN realiza evento com Zuenir Ventura e Luis Fernando Verissimo

Proporcionar reflexões e debates sobre temas atuais e relevantes relacionados com saúde, bem-estar e qualidade de vida. Esta é a proposta do Panorama 360 Graus, um encontro promovido pelo CHN, em parceria com a Casa do Saber, que, no dia 14 de junho, em seu terceiro ciclo de palestras, contou com a presença dos renomados escritores brasileiros Zuenir Ventura e Luis Fernando Verissimo.

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O evento – que aconteceu em um aconchegante auditório do H Hotel Niterói, no Ingá – reuniu convidados para um empolgante café da manhã na presença dos escritores. Mediada por Mauro Ventura, jornalista e filho de Zuenir Ventura, a mesa-redonda trouxe discussões que permearam a longa história de amizade entre os dois grandes autores brasileiros.

Experiências que abrem caminhos

Para dar início aos debates, a dra. Ilza Fellows, diretora do CHN, fez um discurso que abordou a relevância do evento na construção de uma sociedade melhor e da participação de indivíduos com experiências variadas.

“A gente precisa trazer várias mentes pensantes que abram as nossas e gerem, com base na experiência do outro, um novo caminho. Dessa maneira, somos capazes de construir uma sociedade melhor, mais equilibrada, que contribua com a saúde do indivíduo. Por isso, nesse encontro, nós não temos só médicos; temos pessoas com experiências diferentes. E, geralmente, as pessoas que trazemos para falar não são da área da saúde, mas da área do saber, das reflexões, das vivências. Mais do que isso, são pessoas que compartilham esse saber”, enfatizou a diretora.

Sabedoria e bom humor

Com boas doses de humor e conhecimento, Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura compartilharam suas opiniões e vivências relacionadas com diversos temas, como sua amizade de mais de 30 anos, o sucesso no casamento, a timidez, a iniciação literária, o envelhecimento, religião, perdas de laços próximos, artes e até mesmo experiências de quase morte.

Bem-humorados, os palestrantes arrancaram muitas risadas da plateia. Perguntado sobre o que achava da morte, Veríssimo foi taxativo: “Eu sou contra!”. Já Zuenir, quando falou sobre amizade, declarou: “A amizade não tem cláusula de exclusividade.”.

O encontro, que lotou o salão do hotel, proporcionou uma manhã descontraída e com boas reflexões para os convidados. No fim, os presentes puderam participar ativamente de uma sessão de perguntas e respostas, além de fotos e autógrafos com os escritores.

Confira abaixo alguns dos melhores momentos do evento na nossa galeria de fotos:

Cuidado multidisciplinar foi destaque da 4ª Jornada de Transplante de Medula Óssea

Evento abordou diversos temas da área com a participação de especialistas renomados

A 4ª Jornada de Transplante de Medula Óssea (TMO) do CHN discutiu alguns dos temas mais atuais que envolvem a área de transplante medular. O evento – realizado no H Niterói Hotel no dia 25 de abril – reuniu diversos profissionais de saúde de Niterói e do Rio de Janeiro em um dia de imersão total no assunto, com foco em temas como a importância das equipes multidisciplinares e o cuidado com os pacientes idosos.

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Ilza Fellows, diretora-geral do CHN, dr. Felipe Ribeiro, clínico geral do CHN, e Márcia Rejane Valentim, coordenadora do CHN Transplante

Depois de um café da manhã e de uma sessão clínica que falou sobre a abordagem do CHN para transplantes de medula óssea, a dra. Ilza Fellows, diretora-geral do hospital, e Paulo Curi, superintendente da Rede Ímpar, abriram o evento.

“Uma das formas de evoluir nessa profissão é compartilhando experiências. Hoje, contamos com um corpo multidisciplinar extremamente qualificado, mas, mais do que isso, temos essa troca de conhecimento que fortalece o cuidado com o paciente transplantado e a excelência em seu tratamento”, disse Curi.

Paulo Curi, superintendente da Rede Ímpar, no discurso de abertura

O evento foi dividido em seis blocos, com uma mesa redonda para debates que fechou a maioria deles. Os temas traçaram um panorama amplo da especialidade, trazendo discussões importantes sobre diversos aspectos, como o transplante de medula óssea autólogo em idosos, apresentado pela dra. Jordana Ramires e o dr. Roberto Magalhães, e o resultado do plano terapêutico no transplante de medula óssea, discutido pela dra. Lúcia Sanguedo.

A enfermeira Alessandra Salgado, coordenadora do Setor de Qualidade do CHN, evidenciou a prática do cuidado humanizado no acolhimento ao paciente, com foco na segurança desde a entrada na recepção até a alta hospitalar. Já a enfermeira Alice Pissiali, que trouxe o tema “Intervenções Multidisciplinares a partir do Plano Terapêutico”, falou da importância da identificação precoce de todos os riscos inevitáveis do transplante para o melhor tratamento durante a internação.

Dr. Marcus Tulius, neurologista do CHN

Os vírus, as bactérias e os fungos que podem atacar o paciente transplantado foram o assunto principal da palestra sobre neuroinfecções, apresentada pelo dr. Marcus Tulius, neurologista do CHN. Já a dra. Ligia Pierroti, da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, mostrou que o citomegalovírus continua sendo uma ameaça de infecção durante o transplante de medula óssea. Confira, a seguir, alguns dos melhores momentos da 4ª Jornada de Transplante de Medula Óssea:

 

Necessidades dos pacientes renais foi destaque de evento do Dia Mundial do Rim

Qualidade de vida entra como fator essencial durante e após o tratamento

As celebrações do CHN para o Dia Mundial do Rim, comemorado sempre na segunda quinta-feira do mês de março, priorizaram a conscientização sobre a importância das doenças renais e necessidade da prevenção. No último dia 14, o auditório Humberto Dantas, em parceria com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, abriu suas portas para uma manhã informativa, com direito à diversas palestras e serviços gratuitos oferecidos à população e profissionais de saúde.

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Das 9h às 11h30, as equipes da DASA e do Serviço de Nutrição e Emergência do CHN disponibilizaram medições de pressão arterial, glicemia e índice de massa corpórea (IMC), fatores que indicam se uma pessoa está em risco de desenvolver complicações renais. Segundo o dr. Alan Castro, coordenador do evento e responsável pelo Setor de Transplante Renal do CHN, estima-se que 10% da população mundial tenha algum problema renal.

“Esse aumento aconteceu devido à falta de campanhas de conscientização e prevenção das doenças que atingem os rins, além do aumento considerável na obesidade e sobrepeso. Na América Latina, o Brasil é responsável por 45% dos pacientes com falência renal funcional”, afirma o especialista.

Gilson Nascimento, presidente da Associação dos Renais e Transplantados do Estado do Rio de Janeiro (Adreterj), falou sobre as necessidades do paciente renal crônico e as dificuldades enfrentadas para ter acesso a um tratamento de qualidade. Inclusive, destacou a importância de melhores políticas de saúde aos pacientes e as campanhas de conscientização e prevenção para a população. Angela Santos, uma paciente renal que já está em seu terceiro transplante renal, também deu seu depoimento.

“O paciente quer continuar vivendo como qualquer pessoa saudável. Garantir que esse paciente tenha comodidade e acesso a um bom tratamento é muito importante para manter a qualidade de vida”, disse Angela.

Representando o Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o dr. Alex Bousquet disse que assumiu recentemente a alta complexidade e assistência hospitalar da SES. Após expor a enorme dificuldade herdada da gestão passada, se comprometeu em unir as lideranças das entidades profissionais e associações dos pacientes em prol da melhoria da assistência e cuidado dos pacientes com doenças renais.

A melhor forma de prevenir as doenças renais crônicas é a adoção de hábitos saudáveis, com alimentação regrada, prática de exercícios regulares e pouca ou nenhuma ingestão de bebida alcoólica, além de fazer exames anuais para rastrear possíveis alterações nos rins.

Sessão clínica especial discute a Medicina com base em valor

Proposta priorizará médicos e hospitais que oferecerem o melhor desfecho para os pacientes

O auditório Humberto Dantas, no 7º andar da Unidade I, estava lotado às 7h30 do último dia 28 para receber o consultor de empresas Clemente Nóbrega. O motivo atraía a todos: afinal, o que é a Medicina com base em valor e como ela pode ser aplicada? Na sessão clínica especial, promovida pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPIn), o palestrante discutiu o tema e como ele pode estimular uma população com mais qualidade de vida no futuro.

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Segundo Clemente, um dos fatores que impede o aprimoramento do setor de saúde atual é o envelhecimento da população. Como os hospitais não foram pensados para tratar pacientes crônicos, que representam 70% dos custos das operadoras, a grande maioria deles não oferece um pós-atendimento que verifique como ficou a vida do paciente após os tratamentos.

“Na Medicina com base em valor, o impacto do tratamento na vida do paciente é um fator determinante. Quanto menos ele afetar as funções básicas e a rotina, melhor é o aproveitamento por parte do paciente, que não viverá sentindo dores, ou com dificuldades para fazer tarefas simples”, explica Clemente Nóbrega.


Na prática, não basta apenas tratar a ameaça maior, como, por exemplo, o AVC grave, mas também garantir que a qualidade de vida do paciente permaneça, reabilitando ao máximo qualquer sequela que a doença possa deixar. E esse modelo não beneficia apenas o paciente: a satisfação dele afetaria diretamente no reconhecimento financeiro por parte das operadoras, que repassam os valores aos médicos e hospitais.

Neste cenário, segundo Clemente, torna-se cada vez mais importante a presença de equipes multidisciplinares, formadas, além dos médicos, por enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais que também contribuem para a reabilitação do paciente. Para o palestrante, a Medicina com base em valor contribuirá para hospitais e médicos cada vez mais capacitados para cuidar do paciente de forma integrada, permitindo que a longevidade da população seja cada vez mais saudável. Após a sessão clínica, Clemente respondeu dúvidas da plateia.

Dr. Danilo Noritomi, dr. Walmick Menezes, dr. Eduardo Duarte, dr. Moyzes Damasceno, Clemente Nóbrega, Paulo Curi, dra. Ilza Fellows, dr. Paulo César Dias e dr. Alan Castro

Sessão Clínica especial sobre câncer traz panorama da doença no Brasil

Encontro abordou tipos mais incidentes e ações de prevenção

Médicos e equipes multidisciplinares reuniram-se no Auditório Humberto Dantas, na Unidade I do CHN, para uma sessão clínica sobre o panorama do câncer no país. Apresentado por Gélcio Mendes, oncologista do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o encontro, que começou às 7h30, foi realizado em homenagem ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, comemorado em 4 de fevereiro, e teve apoio da Liga Fluminense Contra o Câncer.

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Dr. Gélcio Mendes faz um panorama do atual cenário da oncologia no Brasil

Segundo o dr. Gélcio, há uma estimativa de que 600 mil novos casos da doença sejam registrados no biênio de 2018 e 2019 no país, evidenciando a importância das campanhas de prevenção e conscientização da população. Entre os tipos mais comuns, o de próstata, de pulmão e colorretal foram os que registraram maiores índices, sendo o de colorretal o que mais aumentou entre os homens e o de pulmão, entre as mulheres.

“Atualmente temos algumas ações em andamento para o controle do câncer, como a diminuição do tabagismo como política pública de prevenção da doença. As vacinas HPV e de Hepatite B, a melhora na qualidade da alimentação, a restrição da exposição à irradiação ultravioleta e o banimento do amianto são outras ações que diminuem o número de casos”, afirmou o dr. Gélcio.


Dra. Ana Cristina Dantas fez a abertura da sessão clínica

Foram apresentados também os desafios enfrentados pelos especialistas da área no combate ao câncer, como o financiamento adequado nas áreas pública e privada, atualização tecnológica, vazio assistencial – com áreas inteiras de estados brasileiros com pouco ou nenhum acesso às formas de detecção e tratamento do câncer – e recursos humanos. Depois da palestra foi aberto um momento para debates e perguntas.

“A Liga Fluminense Contra o Câncer foi fundada em meados do século passado por oncologistas de Niterói que queriam oferecer aos pacientes um tratamento diferenciado. Hoje, essa já é uma realidade no CHN, que conta com um corpo-clínico renomado e dedicado atuando em um ambiente com alta tecnologia”, explicou a dra. Ana Cristina Dantas, coordenadora de eventos do CHN, que abriu a sessão clínica.

Importância de desenvolvimento de centros de trauma foi foco de evento especializado

Jornada Internacional de Trauma discutiu assuntos sobre o tema

Receber atendimento especializado é muito importante para aumentar as chances de sucesso no tratamento de um paciente traumatizado: esse foi um dos grandes ensinamentos da Jornada Internacional de Trauma, realizada no último dia 21 no Hotel Windsor, no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro. Entre médicos brasileiros e especialistas internacionais, o evento, realizado pelo CHN e pelo Hospital São Lucas Copacabana, discutiu as melhores formas de receber e cuidar de um paciente vítima de trauma, além de práticas adotadas em outros países que deram certo e como lidar com situações atípicas, como atentados.

Setembro 2018 - Jornada Internacional de Trauma discutiu assuntos sobre o tema

Segundo a dra. Maria Fernanda Jimenez, presidente da Associação Colombiana de Trauma, que abriu o evento, existem quatro passos essenciais para diminuir o número de mortes causadas por trauma: a prevenção do acidente, o cuidado pré-hospitalar, o tratamento no centro de trauma e o cuidado pós-hospitalar. Em cada uma dessas etapas, o trabalho em equipe, envolvendo médicos, bombeiros, socorristas, fisioterapeutas e outros profissionais que lidam diretamente com os pacientes, é essencial para a plena recuperação deles.

Neste cenário, os centros de trauma entram como peça fundamental na melhoria de atendimento à população. Segundo o dr. Hélio Vieira, coordenador do Centro de Trauma do CHN, ter um local próprio, com equipe que recebeu treinamento especializado para lidar com diversos tipos de trauma, como afogamento, queimadura, intoxicação e acidentes, agiliza o tratamento do paciente e aumenta sua chance de sobrevivência. Quanto mais hospitais tenham condições de oferecer esse tipo de serviço à população, mais fácil fica de lidar com a demanda natural da população e em ocasiões atípicas.

“É muito importante que aumentem os centros de trauma e a disposição de equipes especializados porque, caso um mesmo local receba uma quantidade elevada de pacientes traumatizados de uma única vez, acabamos levando o desastre da rua para dentro do hospital”, explica a Tenente Coronel Simone Maeso, que reforça: a eficiência e a agilidade do atendimento fazem a diferença, principalmente em ocasiões com muitas vítimas.

A necessidade da criação de mais centros especializados em trauma foi evidenciada também pelo geriatra dr. Raphael Roubach, que falou sobre a importância do cuidado do idoso que é vítima de trauma. Segundo ele, quanto maior a expectativa de vida de uma população, maior é a quantidade de quadros de trauma, o que traz a necessidade dos hospitais em preparar suas equipes para essa futura demanda.

Outro detalhe que mostra sua necessidade no trauma são os protocolos de triagem. Segundo Kathleen Martin, enfermeira-chefe do Programa de Trauma do Landstuhl Regional Medical Center (LRMC), nos Estados Unidos, é necessário que exista uma forma de categorizar os atendimentos por ordem de gravidade e urgência do quadro. Desta forma, os pacientes graves são identificados na triagem e atendidos de forma imediata.

 

CHN participou do 15o Congresso Fluminense de Cardiologia, em Búzios, promovendo um simpósio satélite

O tradicional Congresso Fluminense de Cardiologia, promovido pela Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, em Búzios, na sua 15a edição lotou os salões do Hotel Atlântico Búzios Convention, durante os dias 4 a 6 de outubro. Na conferência de abertura, o médico dr. Roberto Esporcatte discorreu sobre o tema “Espiritualidade e Doença Cardiovascular na Era da Medicina Baseada em Evidências” e encantou a plateia com uma abordagem médico-científica sobre religiosidade, espiritualidade, anamnese espiritual e várias pesquisas realizadas no mundo sobre esse tema.

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Nessa edição, o CHN realizou seu III Simpósio Satélite, no dia 5 de outubro, onde abordou os temas: Indicadores Assistenciais, Protocolo de Atendimento ao Paciente com Síncope; Apresentação de Casos Clínicos Complexos e Desafios de Enfrentar Sangramentos em Via Pública, apresentados, respectivamente, pela dra. Valdenia Souza, dra. Nagela Nunes, pelo dr. Carlos Falcão, dr. João Tress e dr. Alex Sander Ribeiro. Também contribuiu com apresentações o dr. Wolney Martins.

De acordo com a dra. Valdênia Souza, coordenadora do CHN Cardiovascular, o encontro promove benefícios para os serviços assistenciais e também para o atendimento cardiológico da região e do hospital, além de possibilitar a troca de experiências.

“O foco do simpósio foi o dia a dia dos cardiologistas, e as apresentações mostraram a visão hospitalar de um paciente com o qual o médico se depara diariamente. A ideia foi deixar claro que o trabalho dentro do hospital, ao ser alinhado com o dos médicos no consultório, pode ajudar muito o sucesso da assistência”, ressaltou.

Na abertura do simpósio, a diretora-geral do CHN, dra. Ilza Boeira Fellows, ressaltou a busca constante do hospital pela excelência e segurança assistencial e enfatizou a área cardiovascular como um importante pilar do CHN.

1º Simpósio de Trauma do CHN reforça a importância do atendimento especializado

Evento promoveu debate sobre tratamentos para pacientes politraumatizados

Os principais temas e abordagens para o tratamento adequado às vítimas de trauma foram o foco do 1º Simpósio de Trauma do CHN, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT) no dia 8 de março no H Niterói Hotel, em Ingá, zona sul de Niterói. Destinado a especialistas, profissionais da área, técnicos e equipe de atendimento pré-hospitalar, o evento contou com a participação internacional do dr. Antônio Marttos, diretor de Telemedicina do Trauma no Ryder Trauma Center e professor na Universidade de Miami, nos Estados Unidos.

8 de março no H Niterói Hotel. Leia mais.

Referência na área, dr. Marttos, que também atua junto ao Exército americano no Iraque, mostrou a importância dos hospitais estarem bem preparados para lidarem com situações em que muitos pacientes politraumatizados chegam de uma única vez, como em desastres e atentados. Pioneiro em Telemedicina, o especialista também compartilhou os benefícios de auxiliar equipes remotamente em qualquer parte do mundo através de videoconferências, ajudando na análise de casos de trauma complexos sem a presença de médicos especializados na área. Segundo o médico, por estar fora do ambiente de pressão, o cirurgião de trauma tende a melhorar a experiência do paciente, contribuindo para bons resultados.

Avanços tecnológicos na área foram destaque do simpósio

“Estudos comprovam que um paciente traumatizado, quando atendido em um hospital com serviços e equipe especializados em trauma, tem 25% mais chances de sobreviver. Além disso, 47% das mortes no mundo, entre pessoas de 1 a 46 anos, são decorrentes de lesões causadas por trauma” – Dr. Helio Machado Vieira Jr.

“É essencial que eventos como este sejam feitos, para que todos os profissionais envolvidos no atendimento aos pacientes politraumatizados possam debater a doença e trocar experiências multidisciplinares”, explica Helio Machado Vieira Jr., presidente da SBAIT-RJ e coordenador médico do Centro de Trauma do CHN que mediou mesas de debates no simpósio.

Ao longo do dia foram debatidos assuntos como catástrofes e grandes eventos, trauma em imagens, trauma de extremidades, atendimento inicial ao traumatizado e outros. Diversos temas trataram sobre tecnologias usadas para lidar com o trauma e as possíveis sequelas que ele pode deixar, como o uso de células-tronco no tratamento de pacientes paralisados e estratégias para preservação de membros com lesões. Em pleno Dia Internacional da Mulher, a chefe de enfermagem Luciane Fêlix, que atua no Centro de Trauma do CHN, falou sobre trauma em gestantes e violência doméstica, ensinando a identificar sinais de que a paciente tenha sofrido agressões por parte do companheiro.

“O trauma é a principal causa de morte não relacionada a causas obstétricas durante a gestação. Adotar as atitudes de prevenção adequadas tem papel fundamental na preservação da saúde tanto do feto quanto da mãe”, afirma Luciane.

Conscientização da população é melhor forma de prevenir o trauma

O trauma causado por afogamento foi outro assunto que gerou debate. Segundo o dr. David Szpilman, diretor médico da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) e referência internacional na área, o Rio de Janeiro detém hoje o maior número de resgates em todo o mundo. No Brasil, 17 pessoas morrem afogadas por dia, sendo 75% dos óbitos em água doce.

“Trauma é prevenção, é evitar que aconteça. Por isso precisamos dar a devida importância às campanhas de conscientização que são direcionadas à população, elas são o melhor caminho para prevenir afogamentos”, explica dr. Szpilman.

A urgência da conscientização por parte do público foi mencionada também pela palestrante Andreia Escudeiro, oficial médica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ela, 50% das mortes acontecem logo após o acidente, e a parceria entre os bombeiros e os hospitais de redes privadas é fator fundamental para que os demais 50% dos pacientes tenham atendimento ágil e eficaz.

“Tecnologia de ponta associada a um time de especialistas treinados e aptos a atender diferentes tipos de trauma é essencial para oferecer excelência à população e o melhor prognóstico ao paciente” – Ilza Fellows, diretora-geral do CHN.

O Complexo Hospitalar de Niterói é o único hospital da Região Norte-Leste Fluminense que oferece um centro especializado em trauma, além de dispor de equipe formada por cirurgiões gerais, neurocirurgiões, torácicos, ortopedistas, plásticos, vasculares e toda a estrutura de um hospital de grande porte para atendimento de forma integral.

Jornada de Transplante de Medula Óssea

Realizada anualmente, a Jornada de TMO do CHN é um intercâmbio de conhecimento em que palestrantes de todo o Brasil são convidados para apresentar boas práticas e novidades sobre o tema. Voltado para especialistas e profissionais da área, o evento tem como objetivo promover um debate sobre as principais atualizações e novas indicações, bem como os procedimentos técnicos, diagnósticos e terapêuticos no âmbito do TMO.

Maio 2017 – 2ª Jornada de TMO. Leia mais.

O CHN realizou jornada científica de transplante de medula óssea

A 2ª Jornada de Transplante de Medula Óssea (TMO) do CHN, realizada em abril passado, no H Niterói Hotel, foi sucesso de público e palco de empolgados debates técnico-científicos. Em 2016, o CHN foi credenciado para fazer transplante de doadores alternativos: de doador não aparentado, modalidade em que usa a medula ou as células-tronco de doadores voluntários sem parentesco com o paciente; e de doador haploidêntico, quando o doador é da família, porém, com compatibilidade parcial. O hospital foi o primeiro da rede particular do Estado a ser credenciado pelo Ministério da Saúde para realizar esse tipo de procedimento, isso por causa de sua referência em alta complexidade em procedimentos desse tipo. Desde então, já fez 68 transplantes alogênicos, sete nessa nova modalidade.

A coordenadora do CHN Transplantes, Márcia Rejane Valentim, explica que essa segunda edição do encontro, voltada para especialistas e profissionais de saúde, teve o objetivo de promover um rico debate sobre as principais atualizações, novas indicações, novos procedimentos técnicos, terapêuticos e diagnósticos sobre o TMO.

Para Márcia Garnica, infectologista do Programa de Transplantes do CHN, “o CHN dispõe de equipamento e mão de obra especializada para realizar esses procedimentos”. Garnica integra a equipe do hospital, ao lado dos médicos Maria Cláudia Rodrigues e Ricardo Bigni, responsáveis técnicos pelo TMO alogênico e autólogo do CHN, respectivamente.

Além dessa nova modalidade, o CHN foi o centro de saúde que realizou o maior número de transplantes de medula óssea autólogos e alogênicos aparentados e haploidênticos em 2016 no nosso Estado. O hospital também faz transplantes renais de doador vivo ou falecido e transplante renal em bloco e transplante de tecidos musculoesqueléticos, que incluem ossos, tendões, meniscos e cartilagens, em que usa o banco de tecidos do INTO. Com isso, o hospital é também a unidade de saúde privada com mais credenciamentos do Sistema Nacional de Transplantes. Todas essas modalidades de transplantes estão contempladas no rol de procedimentos obrigatórios da Agência Nacional de Saúde (ANS), portanto, têm cobertura das operadoras de saúde.

De acordo com Márcia Rejane, a unidade expandiu sua capacidade física em 2016: “Atualmente, o setor dispõe de 19 leitos voltados para os pacientes transplantados. Na unidade, temos quartos com filtro HEPA, ou seja, controlamos o ambiente para diminuir os riscos de aquisição de infecção durante os períodos mais críticos de nossos pacientes.”.

Entre os especialistas que palestraram durante a jornada estavam: Ângelo Maiolino – UFRJ; Luís Fernando Bouzas – Redome INCA; Maria Cláudia Rodrigues Moreira – CHN/CEMO INCA; Márcia Garnica – CHN/UFRJ; Afonso Vigorito – Unicamp; Leonardo Javier Arcuri – CEMO/INCA; Alessandro Serevo – CHN/UFF.

Encontro com Especialistas

Com diversas edições ao longo do ano, o Encontro com Especialistas do CHN é marcado por debates, mesas-redondas e palestras sobre diferentes temas da saúde nacional e internacional. As áreas de cardiologia e oncologia já marcaram suas edições no calendário, promovendo grandes discussões da atualidade. O encontro é voltado para profissionais de saúde e acadêmicos.

Sessões Clínicas

Palestras curtas e objetivas com discussões de casos e debates da atualidade. Com esse formato, as áreas de cardiologia, pediatria, medicina intensiva e oncologia realizam, semanal ou quinzenalmente, suas sessões clínicas para colaboradores, profissionais de saúde ou acadêmicos. As reuniões acontecem sempre no auditório do CHN.

Incentivo Acadêmico em Pediatria

Acadêmicos de medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e outras universidades do Estado do Rio de Janeiro participam de constantes atualizações em sessões clínicas e aulas mensais para estudantes e profissionais de saúde do setor, o que faz com que a equipe técnica passe por constantes processos de aperfeiçoamento. Esses acadêmicos também fazem estágios supervisionados em todos os setores de nosso Serviço de Pediatria.