Abril 2017 – Suporte da telemedicina para casos de AVC

Tratamento de AVC no CHN ganha suporte da telemedicina para oferecer mais segurança

O tempo é primordial para salvar vidas, principalmente de pacientes que sofrem um acidente vascular cerebral (AVC). Cada minuto é decisivo para determinar a extensão da lesão, assim como possíveis sequelas. Nesses momentos, o atendimento seguro e ágil nas emergências hospitalares é fundamental. Pensando nisso, o CHN (Complexo Hospitalar de Niterói) investiu também em suporte de telemedicina no pronto-socorro e em protocolos específicos e bem definidos para atender os casos de doenças cerebrovasculares, que, de acordo com a pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, tiveram um aumento acentuado na mortalidade hospitalar em pacientes de Niterói no período entre 1998 e 2007, o que justifica a necessidade de ter inciativas e investimento para maior atenção à qualidade do cuidado para esses grupos de doença, como o AVC.

Pioneiro na região Leste Fluminense, o CHN agora também conta com o suporte, por meio da telemedicina, de neurologistas de plantão 24 horas por dia no Centro de Referência em Stroke, na zona sul do Estado. O ganho do atendimento a distância é poder contar com uma segunda opinião remota, além de toda a equipe especializada de plantão 24 horas na emergência do hospital.

Na prática, neurologistas de plantão dão suporte remoto ao Serviço de Emergência do CHN com visualização do paciente, por meio de uma câmera de alta resolução instalada em um leito exclusivo, além do parecer de exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética e exames de sangue.

Segundo Paulo César Dias, diretor médico do CHN, “O objetivo do projeto é padronizar o tratamento do AVC de forma mais segura, desde a identificação dos sintomas no paciente no instante da chegada à emergência, com um diagnóstico preciso e imediato, até o tratamento, para assim reduzir complicações e minimizar os possíveis impactos da doença”, afirma ele.

“A identificação rápida do AVC, tanto isquêmico quanto hemorrágico, significa muito para a tomada de decisão do médico no uso de medicamentos como trombolíticos, por exemplo, e, por consequência, oferece ao doente mais chances de sobrevida, minimizando a possibilidade de desenvolver sequelas”, afirma o diretor.

Os fluxos internos emergenciais e na área de radiologia também foram redesenhados para dar mais agilidade ao atendimento do paciente com suspeita de AVC. Com a implementação do projeto, o CHN atinge um patamar para atendimento integral ao paciente cardiocerebral, pois, além de contar com esse novo diferencial na emergência, tem uma estrutura voltada para a assistência a doenças de alta complexidade, com o auxílio de centros cirúrgicos e UTIs exclusivas neurológicas com tecnologia de ponta.

Já o ganho para os pacientes também foi grande. “Somos a única emergência da região que tem acesso ao centro de referência através da telemedicina. A conexão remota entre os hospitais está adequada para a videoconferência e a transmissão da imagem de exames em 100% dos casos”, finaliza Paulo César, otimista com a utilização da telemedicina em casos de AVC.

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